Nova prisão de cabo Gerson será avaliada  dia 6 de novembro

Judiciário

O juiz Murilo Moura Mesquita, da 11ª Vara Criminal Especializada Justiça Militar de Cuiabá, marcou para seis de novembro, às 13h30, a audiência em que será revogada ou ratificada a necessidade da prisão do cabo da Polícia Militar Gerson Luiz Ferreira Corrêa Junior, réu confesso no caso das escutas ilegais feitas em Mato Grosso. Ele foi preso no último dia 19 por ter descumprido as medidas cautelares aplicadas pela Justiça.

Após muito negar, Gerson acabou admitindo que foi à casa noturna Malcom Pub, em Cuiabá, na madrugada de 30 de agosto. A medida infringiu a condição imposta pela Justiça ao conceder liberdade, que determinou que ele não saísse de sua residência no período noturno.

O relatório de monitoramento da tornozeleira usada pelo cabo apontou um número expressivo de violações do equipamento, consistente em carga baixa de bateria, descarregamento total da bateria e, ainda, ausência de sinal GPRS (por mais de um dia), “coincidentemente, durante o período supramencionado”.

A defesa do cabo, de início, chegou a dizer que alguém poderia ter usado seus documentos pessoais, extraviados em duas oportunidades, para entrar na casa noturna. Acontece que o proprietário do Malcom compareceu espontaneamente em juízo e apresentou um documento denominado “Ficha cadastral de clientes portando arma de fogo”, contendo a assinatura e dados de Gerson no referido dia. Depois disso, o cabo confessou o descumprimento. Ele justificou ter ido ao local após um desentendimento com a esposa.

O Ministério Público Estadual (MPE), por meio do promotor de Justiça Allan Sidney do Ó Souza, criticou a conduta dizendo que a mesma revela “seu completo desprezo pelas decisões” do juízo, demonstrando que só as medidas cautelares diversas da prisão não bastam para conter “seu espírito transgressor”. A prisão foi decretada pelo juiz Wladymir Perri, da 10ª Vara Criminal de Cuiabá.

Gerson já havia passado 10 meses preso. Foi preso em 23 de maio do ano passado por ordem de Faleiros e solto em março deste ano em decisão unânime proferida pela Terceira Câmara Criminal do Tribunal de Justiça, que deferiu o pedido de habeas corpus.

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